Recordar é viver: A informática nas escolas – 28 anos*

* Título original publicado no Jornal O Popular em 3 de agosto de 1998

No livro “A vingança da Tecnologia”, Edward Tenner um bacharel em artes descreve as irônicas conseqüências das inovações mecânicas, químicas, biológicas e médicas deste fim de século. Como não poderia faltar, a “deusa” informática teve lá seu espaço garantindo.

Irônico é o efeito da informatização em massa das escolas em nosso país sem a devida discussão do projeto pedagógico que deveria acompanhar toda a tecnologia subjacente.

A IBM, por meio de sua coordenadora do projeto Novos Horizontes (financiamento de software e hardware nas escolas) em discurso aberto e publicado em 1995 na “falecida” reviste de informática Conecta (Editora Bloch) dizia que (…)“não era mais hora de se  discutir qual seria o projeto pedagógico a acompanhar a entrada de laboratórios de informática nas escolas”, segundo ela “o momento seria de introduzir novas tecnologias, o restante se pensaria depois ”.

A França em 1980 (atualmente o governo brasileiro quer ou pelo menos tenta fazer na escola pública a mesma coisa) massificou a tecnologia da informação nas escolas para depois, se descobrir que foi um completo fracasso. Guardadas a devidas proporções de épocas e avanços tecnológicos, é o que vem acontecendo na maioria das escolas que resolvem implementar tal disciplina: a informática em seus currículos, mas esquecendo-se de discutir o principal objeto dela: o ensino “de” informática ou o ensino “por meio” da informática

Basta observar o projeto de marketing da escola e verificar que o mais importante é mostrar alunos sendo fotografados em modernos laboratórios de informática. Em apenas meia hora de conversa nestas escolas com seus respectivos diretores, a única coisa que sabem explicar são as configurações dos computadores que equipam a sala de informática, difícil mesmo é saber qual o método & metodologia  (tradicional, construtivista, montessoriano, etc) usado pela escola para enfrentar o principal desafio que têm com nossas crianças e adolescentes: a tarefa de educar.

Onde está a ironia? Basta verificar a origem escolar dos lammers (pessoas que se acham hackers) que recentemente fizeram a festa em algumas invasões aos sites do governo federal. Verdadeiras inteligências usadas de forma equivocada. Estudando nos melhores colégios que equipados com as últimas tecnologias de informação, mas utilizando seus conhecimentos para uma prática ilícita. Não seria este o momento exato de se questionar que mais louvável seria que a escola adotasse também disciplinas como a Filosofia e essa diseminasse a Ética na Informática que tanto nossos filhos precisam, já que se tornaram “feras” no computador? Muito conhecimento não implica em sabedoria e o limite que separa o crime de arroubos juvenis é muito tênue.

Em contrapartida exigimos que além de computadores e cursos de línguas estrangeiras para nossos filhos, a escola ainda tenha uma polícia particular para manter longe da porta do estabelecimento, traficantes e outros facínoras. Vamos precisar mais do que isto!

Na internet os chamados “mercenários da web” (nova modalidades de crackers de computadores) estão a cooptar nossos filhos “feras” em computadores que se disponham a participar de “testes de fragilidade nos sistemas”, na verdade invasões cuidadosamente planejadas com fins ligados a espionagem industrial.

Por quê? Sabem os criminosos (a exemplo dos criminosos tupiniquins) da existência da inimputabilidade penal para os nossos menores, prevista pela Lei 8.069, de 13 de julho de 1990 o famoso ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente. Estão bem informados, pois coincidentemente no dia 13 do mês passado, ao completar nove anos da lei, concomitantemente também marcou o dia das invasões feita por adolescentes em diversas máquinas no Brasil com o temido cavalo de troia (Back Orifice 2000).

Nossas filhas também estão sendo alvo de outros tipos de ataques como as das pseudo “agências virtuais de modelos” que precisam de uma primeira foto para “análise” e caso sejam aprovadas precisam de uma mais ousada “mais quente+” para completarem o ciclo. Duvidam? Desconfie quando sua filha insistir demais que precisa daquele scanner e câmera digital de última geração para os trabalhos escolares ficarem mais “apreciáveis”.

O passo seguinte é o envolvimento involuntário nas redes de pornografia quando não a da pedofilia. E talvez pelo inusitado da situação e inexperiência das mesmas e temendo pela reação dos próprios pais, os resgates dessas adolescentes envolvidas nessas redes têm sido difíceis.

Estas são as crianças e adolescentes que as escolas sintonizadas com o que há de melhor da tecnologia da informação vêm formando? Meninos e meninas “feras” em computação, mas incapazes de se confrontarem com situações desse tipo e de se saírem vitoriosos dos apelos mesquinhos.

Agora além da angustiante e constante preocupação de saber onde se encontram nossos filhos, ainda teremos que saber onde navegam e o que estão construindo ou fazendo em seus “santuários (quartos) sagrados”.

Quando indagadas as escolas sobre o projeto pedagógico que acompanha o laboratório de informática, têm a resposta na ponta da língua ou será na ponta dos bytes?: – Estamos formando para o mercado.

Raríssimas são as que estão aceitando o desafio moderno da educação: formar para um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e ao mesmo tempo para a construção de cidadãos cada vez mais éticos, solidários e socialmente responsáveis. Escolas como essa não existem? Existem sim e ministram além de aulas de línguas estrangeiras e informática,  disciplinas fundamentais como filosofia. Aliás é esta disciplina que está ajudando crianças e adolescentes a compreenderem melhor o mundo em que vivem e que, com certeza ajudarão a construí-lo melhor.

É desta escola que talvez tenha surgido um grupo de adolescentes entre 13 e 17 anos dispostos a contribuírem da melhor forma possível com seus conhecimentos no combate a certo tipo de crime na Internet: a pedofilia. Num verdadeiro trabalho de Inteligência (coleta, análise e operação) e pura adrenalina segundo eles, os garotos identificam e destroem páginas com conteúdo pedófilo na rede (inclusive ajudaram a Scotland Yard com a última operação contra a pedofilia chamada “Katedral”). O primeiro grupo conhecido por searchers (pesquisadores) localizam as páginas e provedores; o segundo grupo (watchers) estuda e mapeia as falhas do sistema que então as repassa para o grupo mais letal (no sentido da força do conhecimento) os chamados intruders (invasores) que se encarregam de destruir a página, caso o provedor insista em permanecer hospedando o conteúdo, então tiram até o provedor do ar, causando um prejuízo ainda maior. Muitos sentiram que por maior que seja o lucro com a indústria da pedofilia não compensa o prejuízo causado pelos jovens ethical hackers (hackers éticos) que ao completarem dezoito anos já têm emprego garantido no grande mercado de segurança da informação.

Recentemente o governo brasileiro teve semelhante e “brilhante” idéia de seguir os caminhos dos jovens de Cambridge, ou seja cooptar jovens para nas navegações pela Internet Brasileira denunciar os sites pedófilos encontrados.

Experiência fracassada, pois se descobriu que na verdade a intenção dos idealizadores  era apenas mapear os jovens hackers para ver se descobriam os autores de algumas invasões aos seus sites. Até nessas ações não têm sido felizes. Nem foi preciso,  hackers dos pampas gaúchos em entrevista ao jornal Zero Hora assumiram a autoria do feito, isentando assim os dois jovens brasilienses acusados de tal façanha.

Portanto amigo leitor que é também pai/mãe, educador(a) ou professor(a) e que compartilha dessa minha angústia, se a única coisa que a escola de seu filho sabe fazer de melhor é o marketing do laboratório de informática, você não acha que está na hora de repensar sua estratégia de escolha para o próximo ano?

Albert Einstein disse certa vez: (…) a preocupação com o próprio homem e seu destino deve construir sempre o interesse principal de todos os esforços técnicos(…) nunca esqueça disso em seus diagramas, equações, programas e scripts em geral.

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Dia da Atividade de Inteligência na Marinha do Brasil

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Um abiçurdo escrever assim!

Está assim mesmo: abiçurdo! Já não me causa tanto espanto a grafia “proficional“. Foi escrito assim no primeiro dia de aula da disciplina “Textos e Metodologia Científica” por um(a) aluno(a) do curso de Relações Internacionais (Bacharelado – 7 semestres)

Outro caso parece brincadeira, mas não é. O(A) aluno(a) faz Ciência da Computação em um Centro Universitário e me reclama que não consegue a companhar as aulas de limite, derivada e integral. E agora aos sábados à tarde há o curso de Matemática Básica.

Enquanto Dasha, a gorila que vive no Centro de Primatologia dos EUA possuir um universo de 175 palavras, nossos vestibulandos chegam às instituições de ensino superior conhecendo no máximo 80 palavras do universo léxico da última Flor do Lácio.

Lamentável!

Fasso, conseito, abilitar…..tsc! tsc!

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Dia Nacional da Proteção de Dados

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Ciência de Dados – Profissão de futuro

Decerto que esse post não será lido até o final. A não ser que eu modifique-o para “Engenheiro de Análise de Dados: profissão do futuro”.

Seja qual for o nome dado a ocupação, a carência no Brasil e no mundo é enorme. Só no Estados Unidades da América faltam de 140 a 190 mil pessoas capacitadas para o exercício profissional de interpretação de dados. Essa constatação faz parte de um estudo do Instituto Global McKinsey.

Esses dados renderiam milhões de dolares se fossem transformados em conhecimento por intermédio de processo conhecido como Análise de Inteligência (coleta e análise de dados; criação de conhecimento e disseminação de Inteligência).

Engano pensar que apenas profissionais das ciências exatas seriam potenciais candidatos ao cargo.

Um profissional com capacidade de analisar, interpretar, contextualizar e disseminar informações estaria não só habilitado, mas muito bem posicionado para absorver o novo trabalho em decorrência do volume de dados.

Em 2001, o professor e jornalista Nilson Lage, adiantava a constatação do estudo da McKinsey em seu livro A Reportagem. Tive $orte ao estudar o livro em 2005, assim que iniciei a graduação em jornalismo.

A pesquisa, chamada Big data: the next frontier for innovation, competition, and productivity (“Big data”: a próxima fronteira para a inovação, competição e produtividade) foi divulgado em maio.

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Salve o Dia Mundial do Rock!

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Paraense faz pavulagem com a Monarquia

Nos anos 90 a família real do Brasil percorria o País em campanha pela volta da monarquia. Em visita ao Pará, os Orleans e Bragança foram recebidos pelo governador Carlos Santos, um cantor brega, que assumiu no lugar do titular, Jader Barbalho, que renunciou para disputar o Senado. Natural de Capanema, cidade vizinha ao balneário de Bragança, no Pará, Carlos Santos recebeu os representantes da realeza na porta do palácio: “Muito prazer. O senhor é de Bragança e eu sou de Capanema, portanto, somos quase conterrâneos!”

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Salve o Correio Aéreo Nacional e Aviação de Tranporte!

A Força Aérea Brasileira celebra, em 12 de junho, os 95 anos do Dia do Correio Aéreo Nacional e Dia da Aviação de Transporte

Em 12 de junho, a Força Aérea Brasileira (FAB) celebra os 95 anos do Dia do Correio Aéreo Nacional e Dia da Aviação de Transporte, marcos históricos que remontam ao voo inaugural de 1931. Desde então, essa trajetória tem sido fundamental para a integração do território nacional, o apoio logístico e a prestação de serviços essenciais à população, consolidando uma das mais importantes capacidades operacionais da Instituição.

A história do Correio Aéreo Nacional (CAN) e da Aviação de Transporte começou quando os Tenentes Casimiro Montenegro Filho e Nélson Freire Lavenère-Wanderley decolaram do Rio de Janeiro com destino a São Paulo, transportando um malote de correspondências a bordo da aeronave Curtiss Fledgling, matrícula K263. A missão inaugurou o Correio Aéreo Nacional e demonstrou o potencial da aviação como ferramenta de integração e desenvolvimento para o Brasil. Continue lendo

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O vocativo mais bonito da língua portuguesa!

O “meu bem” é o vocativo mais bonito da língua portuguesa. Ele é afetivo sem ser exagerado. Pode ser usado em contextos românticos ou amigáveis. Tem um toque retrô, um charminho antigo. Nunca é demais nem de menos, “meu bem” é tudo!

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Canção “Given to” de Ruth Bebermeyer

“Nunca me sinto mais presenteada
Do que quando você recebe algo de mim
Quando você compreende a alegria que sinto ao lhe dar algo.
E você sabe que estou dando aquilo não
para fazer você ficar me devendo,
Mas porque quero viver o amor
Que sinto por você.
Receber algo com boa vontade
Pode ser a maior entrega.
Eu nunca conseguiria separar as duas coisas.
Quando você me dá algo,
Eu lhe dou meu receber.
Quando você recebe algo de min
Eu me sinto tão presenteada”.

Canção “Given to”, composta por Ruth Bebermeyer em 1978 – retirado do livro “Comunicação Não-violenta.

Gratidão, quando alguém nos agradece seja por qualquer coisa, o nosso coração se aquece. A Gratidão também é um dar, que também devemos saber receber.

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Hotel Fazenda Charme Rural – Inauguração em Agosto

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Campanha do Cobertor – Caravana do Amor

Posto de Coleta: Portaria do Bloco F – SQN 209

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As boas ações morreram de overdose de autopromoção

Por Washington Araújo – Revista Fórum

Entre guerras, epidemias e cinismo político, só a intenção pura — desprovida
de agenda oculta — sustenta médicos, voluntários e cidadãos comuns como eu e você, na complicada e urgente tarefa de salvar vidas

Na vastidão dos atos humanos, a intenção é a bússola que distingue o gesto autêntico do cálculo utilitário. A história política e filosófica repete a lição: o que dá densidade a uma ação não é sua aparência, mas a motivação que a sustenta. Hannah Arendt, ao refletir sobre a banalidade do mal, mostrou como é possível que pessoas comuns pratiquem atrocidades apenas porque deixaram de pensar sobre o sentido de suas ações. Para ela, a grande questão não era a monstruosidade dos atos, mas a ausência de uma intenção ética. Quando a intenção é vazia, o resultado pode ser devastador. Leia mais!

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Junho Vermelho – Doe Sangue!

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Prece das Tropas Aerotransportadas

Dai-me, Senhor meu Deus, o que Vos resta;

Aquilo que ninguém Vos pede.

Não Vos peço o repouso nem a tranquilidade,

Nem da alma nem do corpo.

Não Vos peço a riqueza nem o êxito nem a saúde;

Tantos Vos pedem isso, meu Deus,

Que já não Vos deve sobrar para dar.

Dai-me, Senhor, o que Vos resta,

Dai-me aquilo que todos recusam.

Quero a insegurança e a inquietação,

Quero a luta e a tempestade.

Dai-me isso, meu Deus, definitivamente;

Dai-me a certeza de que essa será a minha parte para sempre,

Porque nem sempre terei a coragem de Vo-la pedir.

Dai-me, Senhor, o que Vos resta,

Dai-me aquilo que os outros não querem;

Mas dai-me, também, a coragem,

a força e a fé.

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Salve o Dia Mundial do Físico!

Nunca me preocupo com o futuro…muito em breve, ele virá.”
Albert Einstein – 1879 – 1955

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Salve o Dia das Armas de Comunicação

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Salve o Dia Mundial do Disco de Vinil

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Santo Isidoro de Sevilha – Padroeiro da Internet

Dia 4 de abril em 1997, o Papa João Paulo II declarou Isidoro de Sevilha como santo padroeiro da internet. Ele escreveu mais de 20 compêndios. Ele fez em sua época o que o Google faz atualmente. Houve extenso processo de canonização até 2001. Salve dia 04/04!

 

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Momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis!

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”

Autora: Maria Julia Paes de Silva
Livro: Qual o tempo do cuidado? Edições Loyola, 2004, Pág. 49
Nota da Redação A autoria do pensamento tem vindo a ser erroneamente atribuída a Fernando Pessoa

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Desejo a você!

“Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amada.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar. Continue lendo

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Projeto Pigeon, os pombos que guiavam mísseis

Durante a Segunda Guerra Mundial, em meio à busca por bombardeios mais precisos, surgiu uma proposta tão ousada quanto improvável

Durante a Segunda Guerra Mundial, em meio à busca por bombardeios mais precisos, surgiu uma proposta tão ousada quanto improvável: treinar pombos para guiar mísseis.

Em um contexto de falhas graves nos ataques aéreos, a Marinha dos Estados Unidos financiou um experimento que tentava transformar uma ave comum em parte essencial de um sistema de orientação de armas. Saiba mais!

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Fúria – Conceito em Hannah Arendt

A fúria não é de modo nenhum uma reação automática diante da miséria e do sofrimento em sim mesmos; ninguém se enfurece com uma doença incurável ou um tremor de terra, ou com condições sociais que parecem impossíveis de modificar.

A fúria irrompe somente quando há boas razões para crer que tais condições poderiam ser mudadas e não são. Só manifestamos uma reação de fúria quando nosso senso de justiça é injuriado; tal reação em absoluto não se produz por nos sentirmos pessoalmente vítimas da injustiça, como prova toda a história das revoluções, nas quais o movimento começou por iniciativa das classes superiores, conduzindo à revolta dos oprimidos e miseráveis.”

Hannah Arendt, Crises of the Republic, 1969

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Passado e futuro: lápis e borracha!

A imagem de uma mão escrevendo com um lápis, em era digital e de telas, evoca “tempos passados” e antiguidade. A legenda “Nunca haverá uma borracha para apagar o passado, mas sempre haverá um lápis para escrever o futuro”, oferece uma reflexão importante para o nosso cotidiano.

Escrever à lápis nos lembra que, mesmo cometendo erros, sempre temos a chance de apagá-los e tentar de novo. Isso é essencial para nós, humanos: a capacidade de aprender e evoluir. Mas, ao mesmo tempo, a frase nos faz encarar uma verdade dura: o que já foi feito, dito ou vivido não pode ser desfeito. Continue lendo

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Vovó faz golpistas perderem tempo!

Os idosos são as vítimas preferidas dos golpistas e estelionatários. Esses seres sem coração algum se aproveitam do baixo entendimento dos idosos sobre tecnologia e processos bancários para conseguirem dados importantes, resultando em empréstimos que as vítimas obviamente não têm como pagar. Bom, nada mais irônico se existisse uma velhinha esperta que não caísse na lábia dos golpistas mas que, ao invés disso, colocasse os golpistas na roda e os enrolassem pelo máximo de tempo possível.

Pois bem, essa velhinha existe! Mas não é de carne e osso, é claro. Apresento Daisy, um bot de inteligência artificial desenvolvido pela Virgin Media O2, com a missão específica de manter fraudadores ocupados ao telefone o máximo de tempo possível. Programada para soar como uma vovó gentil e tagarela, Daisy é a mais nova arma contra os golpes telefônicos. Continue lendo

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Cérebro estatístico: como prevemos padrões em sequências sonoras?

O cérebro naturalmente acompanha o ritmo e preenche lacunas de músicas, como se soubesse onde a próxima batida deveria estar. Fonte: Freepik., CC BY

Claudia Domingues Vargas, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Fernando Araujo Najman, Universidade Federal do ABC (UFABC)

Imagine ouvir uma música ritmada e, de repente, algumas batidas desaparecerem. Mesmo assim, seu cérebro continua acompanhando o ritmo e preenchendo as lacunas, como se soubesse onde a próxima batida deveria estar. Esse fenômeno é fundamental para diversas atividades do dia a dia, como seguir o compasso de uma canção, entender o que alguém está falando em ambientes ruidosos e prever o rumo de uma conversa. Mas como o cérebro organiza essas informações para antecipar padrões em sequências sonoras?

Com apoio do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática (NeuroMat), da USP, reunimos uma equipe multidisciplinar, de diversas instituições, para investigar essa questão. O estudo, publicado recentemente na revista PLoS Computational Biology, analisou como o cérebro percebe padrões rítmicos em sequências sonoras com eventos aleatórios.

Um experimento baseado em ritmo

Para testar a percepção rítmica, conduzimos um experimento com 19 participantes, que ouviram sequências de palmas simulando ritmos semelhantes ao samba. Algumas batidas foram removidas de forma aleatória para criar um estímulo imprevisível. Durante a audição da sequencia rítmica, registramos a atividade elétrica do cérebro dos voluntários por meio de eletroencefalograma(EEG), permitindo analisar como o sistema nervoso processa essas sequências variáveis.

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Berço Musical – Cuidados pós-natais


Na maioria dos países, houve um aumento dos nascimentos prematuros – antes de 37 semanas – nas duas últimas décadas. Sair cedo demais do útero pode resultar em complicações e, com frequência, o prematuro tem de ir para a unidade de terapia intensiva neonatal.

No Hospital Universitário de Genebra, na Suíça, a música faz parte dos cuidados. Porém, diferentemente de outros programas similares em UTIs neonatais, esse projeto inovador usa três modalidades de música, que os bebês escutam por meio de fones especiais para as suas cabeças minúsculas e frágeis. Um estudo quer entender como a música afeta o cérebro de um prematuro, e como ele reconhece a melodia e a altura do som – habilidades associadas ao processamento da linguagem.

Concebido pela neonatologista Petra Huppi, a pesquisadora Manuela Filippa e o compositor Andreas Vollenweider, o projeto inclui a monitoração do cérebro por meio de ressonância magnética no momento em que ouvem a música. As melodias – breves e “mais simples que as de Mozart”, diz Huppi – foram compostas para ajudar os bebês a dormir, despertar ou interagir. Os resultados são promissores.

As imagens revelam um maior grau de conectividade no cérebro, e as melodias parecem reforçar o ritmo diário de sono e vigília – algo crucial numa UTI ruidosa e no mundo lá fora. Fonte: Revista National Geographic Brasil

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Por que damos nomes femininos a robôs?

A Inteligência Artificial é o sonho humano do serviçal perfeito: uma máquina que aja como nós, mas não tenha as necessidades mundanas que tanto dificultam a escravidão de outros humanos e animais. Uma entidade que não precise ser alimentada, não precise dormir, não tenha desejos e não anseie por liberdade. Queremos máquinas inteligentes e eficientes para identificar nossas necessidades e satisfazê-las, mas será possível desenvolver uma inteligência consciente que não possua sentimentos e sensações?

Desde o começo da Revolução Industrial, histórias sobre o medo de máquinas que tomam consciência própria e aniquilam seus criadores começaram a povoar o imaginário popular. O cinema também representou inúmeras vezes essa ansiedade humana. O modo como a figura feminina é implementada nessas máquinas, e a visível associação na vida real de assistentes eletrônicas a um gênero feminino chamou a atenção da escritora Laurie Penny. Traduzimos abaixo o seu texto sobre o assunto. Continue lendo

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Perícia informática é nova ‘prova-chave’ do processo penal!

Em meio à consolidação das vidas das pessoas no meio digital, a perícia informática torna-se a nova “prova-chave” do processo penal. A avaliação é da processualista espanhola Lorena Bachmaier Winter, professora catedrática da Universidade Complutense de Madrid e especialista em provas digitais

Winter também é professora do campus madrileno da Universidade Saint Louis (sediada nos EUA), perita do Conselho da Europa — organização que atua na defesa dos direitos humanos e da democracia naquele continente — e membro do grupo de experts em política criminal da Comissão Europeia, instituição que representa e defende os interesses da UE. Saiba Mais!

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Dia Internacional do Voluntariado!

A Organizações das Nações Unidas instituiu o dia 5 de dezembro como Dia Internacional do Voluntariado em 1985. A intenção da ONU foi promover ações de voluntariado em todas as esferas da sociedade, ao redor do mundo. Um bom modo de promover essas ações é refletir sobre elas. Pode-se começar por estabelecer uma definição da palavra “voluntário”, palavra com origem no latim voluntarius e significa aquele que age por vontade própria, uma vez que voluntas, também em latim, quer dizer vontade.

O voluntariado é um ato de cidadania, sendo cada vez mais uma componente importante no percurso de vida das pessoas, contribuindo para reduzir as disparidades sociais e para promover a necessidade e o dever de ajudar o próximo. Para o voluntário é também um ato recompensador, ajudando a alcançar o sentimento de autorrealização.

Razões para fazer voluntariado

  • Ajudar o próximo
  • Bem-estar
  • Conhecer novas pessoas
  • Convívio
  • Ganhar experiência
  • Conhecer novas realidades
  • Vencer obstáculos
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